Um caminho de reflexão, tradução, adaptação...
Essa é a ata
da I reunião sobre a criação de um grupo de estudos sobre tradução na Faculdade
de Letras da UFRJ, realizada no dia 6 de maio de 2013, na sala F-223, baseada
no documento preliminar enviado para um número de convidados propositalmente
limitado, a fim de garantir a viabilidade da iniciativa.
Participaram
da reunião:
- Andrea Lombardi
(Letras Neolatinas, Italiano)
- Diego Leite De
Oliveira (Orientais, Russo)
- Leticia Rebollo
(Letras Neolatinas, Espanhol)
- Luiz Montez (Anglo-Germânicas,
Alemão)
- Marcia Pietrolongo
(Letras Neolatinas, Francês)
- Pierre Guisan
(Letras Neolatinas, Francês)
- Tatiana Ribeiro (Letras
Clássicas, Grego)
- Vitor Alevato do
Amaral (Linguística Aplicada e SCRI/UFRJ, Inglês)
Colegas
ausentes, que mandaram mensagem de apoio: Roberto Ferreira da Rocha (Anglo-Germânicas,
Inglês), Henrique Cairus (Letras Clássicas, Grego), Álvaro Bragança
(Anglo-Germânicas, Alemão) e Marcelo Jacques (Letras Neolatinas, Francês), este
último declarou-se disposto a participar na fase de realizações do grupo.
Foi decidida uma próxima reunião para o dia 27
de maio, às 14 horas.
O
clima da reunião foi bom e produtivo. Decidiu-se adotar para o grupo a sigla NIETA
(Núcleo Interdisciplinar de Estudos de Tradução e Adaptação), que deverá
funcionar, por um lado, como um centro de iniciativas e eventos (à maneira de
um centro cultural) e, por outro, como um Centro de Pesquisa registrado no
CNPq. Foi afirmado que esse Núcleo deve estar aberto a idéias diferentes e deve
representar um espaço para produzir material.
A
primeira iniciativa a ser organizada será em setembro, em concomitância com o
Congresso Internacional da Faculdade de Letras - CIFALE, com a vinda de um
grupo de pesquisadores de tradução da Queen’s University Belfast. A forma do encontro
deverá ainda ser estudada.
Por
representarem desafio excessivo, algumas sugestões deverão ainda ser
aprofundadas, tais como:
-
criar um Centro de prestação de serviço de tradução, nos moldes do que existe
na UERJ;
-
assumir um projeto para implantação de um curso de graduação em tradução;
-
pedir um apoio de agências de fomento (pelo menos não no primeiro momento, mas assim
que alguma atividade já tiver sido realizada).
Para
a vida futura do NIETA, será preciso verificar a possibilidade de receber da
Faculdade de Letras um lugar para reuniões e atividade e limitar as adesões
(talvez com uma forma de aprovação prévia do grupo fundador ou da Coordenação),
sempre para manter o caráter operativo do Núcleo. A princípio, foi excluída a obrigatoriedade
de que os professores e pesquisadores membros sejam “especialistas” em tradução,
seguindo a lógica do bom senso, já que a) a tradução envolve muitas áreas
diferentes (línguas em contato, filosofia da linguagem, antropologia,
teoria da tradução) e b) o Centro
propõe-se como centro interdisciplinar (podendo convidar pessoas de fora
do campo das Letras) e, portanto, seria limitador convidar somente
especialistas.
Mesmo
assim, foi feita a proposta (Andrea e outros) de estudar iniciativas, nos
moldes de alguns eventos realizados com sucesso, congregando pessoas de dentro
da Faculdade e de fora delas (foi cogitado o nome de Paulo Henriques Brito,
entre outros). A exigência de visibilidade possível (Márcia) foi colocada como um
dos propósitos das nossas atividades, que foram definidos de um máximo de 1 por
mês (Márcia) a 4 por ano (Andrea, Letícia).
Os
eventos do grupo poderão ter diferentes formatos, como palestras e debates,
procurando envolver os membros do grupo sem privilegiar o que “vem de fora”.
Há
uma possibilidade de utilizar a revista Letra para um número especial
sobre tradução. Foram analisadas rapidamente a experiência de uma iniciativa de
um curso permanente sobre tradução (Márcia), um evento de janeiro com a
participação de uma professora da USP e uma de Belo Horizonte (Andrea), uma
experiência de um projeto Letrix na Alemanha (Luiz).
O
Vitor ofereceu-se para auxiliar na Secretaria do NIETA (o nome foi
originalmente proposto por ele e o Roberto) e eu estou Coordenando
provisoriamente o grupo, no aguardo de uma formalização melhor.