domingo, 26 de maio de 2013

Uma língua de deus ou um deus da língua de Andrea Lombardi

Uma língua de deus ou um deus da língua


Resumo:
A “língua cuja verdade referir-se-ia apenas a ela mesma”, que Derrida postula em seu Des tours de Babel (Torre de Babel), não pode, a rigor, ser a “língua sagrada”, que ele toma emprestada a Walter Benjamin, interpretação ligada àquele nome de Deus, que o autor francês cita na tradução platonizante da tradução dos Setenta, um nome tachado no mesmo texto de “impronunciável” e que, enquanto “nome próprio permanece(-ria) sempre intraduzível”. Nem pode a língua sagrada, a rigor, referir-se ao mito ou à narrativa de Babel, pois o episódio de Babel e o Tetragrama pertencem ambos à tradição javista, anterior à revolução eloísta, essa última responsável pelo aparecimento do “Homem Moisés” (a definição é de S. Freud), por sua vez inscindível do mito da origem da escrita alfabética em nossa tradição (através da tradição judaica, definitivamente incorporada na tradição ocidental, como uma das duas vertentes junto à grega ou greco-cristã).
Palavras-chave: Babel, tradução, Jacques Derrida, nome de deus

Resgatar na sua própria língua
essa linguagem pura
exilada na língua estrangeira
Jacques Derrida
Torres de Babel
O artigo poderá ser lido na íntegra no seguinte link: 

Escrito como contribuição para o simpósio Escrita de Babel (Abralic/ 2008), esse texto foi submetido aprogressivos e decisivos cortes, em relação à sua redação original. No simpósio, apresentei somente umaversão resumida oral. O objetivo original era realizar uma releitura do texto  As Torres de Babel,de J. Derri-da. Nessa versão, porém, concentro a argumentação unicamente sobre o conceito de deus e seu nome, paraexemplificar um problema preliminar ligado ao tema da leitura e da hermenêutica, um procedimento quegostaria de definir
ética da leitura




Sobre a violência da relação tradutória Marcelo Jacques de Moraes


Artigo 
Sobre a violência da relação tradutória 
de Marcelo Jacques de Moraes


é o primeiro que colocamos em nosso blog. Por pura incapacidade técnica (!!), não conseguimos postar o artigo inteiro (que está em PDF). Por enquanto, segue o resumo e o link .


resumo: O artigo discute, no âmbito da relação tradutória, a experiência da violência do original sobre o tradutor e sua língua, violência que deflagra a pulsão de traduzir (Berman). A experiência da tradução é pensada como uma relação de saída já em movimento, como uma tensão já estabelecida com um original que, se exige intrinsecamente tradução (Benjamin), é justamente por apresentar-se desde sempre já em tensão tradutória. A partir daí explora-se a discussão da tradução como Bildung, não apenas no sentido de uma forma em busca de uma forma própria (Berman), mas no sentido freudiano de uma forma em formação, por definição interminada e interminável.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

23 de maio e 14 de maio mensagens


mensagem do dia 23-5 

 caros todos,

na segunda-feira temos nosso apontamento com a tradução, do Nieta. Reservei a sala F 233 e o início da reunião será às 14.

Gostaria de lembrar para que todos enviem um artigo, se concordar com a proposta. Um artigo que contém algo sobre tradução . 

Entre outras coisas, deveremos decidir sobre um evento com nossos hóspedes de Belfast, em princípio antes do Cifale...

Um abraço
Andrea

mensagem do dia 14 de maio 



No aguardo da realização do e-mail institucional ligado à UFRJ (Vitor consegue fazer?) gostaria de sugerir que  todos (que concordam) selecionassem um artigo (como falei, do tipo do academy.edu), que funcionaria como uma especie de apresentação individual e início de um debate.

Além disso, é o caso de acrescentar propostas, sugestões, idéias, pois na hora de uma reunião, quando tanto se conseguem enfrentar um ou dois  temas...
O Roberto apontou que o nome dele estava escrito errado: foi corrigido... 

Um abraço

Andrea

sábado, 11 de maio de 2013

os pesquisadores do Nieta


Fazem parte do Nieta os seguintes pesquisadores: 
  1. Álvaro Bragança (Anglo-Germânicas, Alemão)
  2. Andrea Lombardi (Letras Neolatinas, Italiano)
  3. Diego Leite De Oliveira (Orientais, Russo)
  4. Henrique Cairus (Letras Clássicas, Grego),
  5. Leticia Rebollo (Letras Neolatinas, Espanhol)
  6. Luiz Montez (Anglo-Germânicas, Alemão
  7. Marcia Pietrolongo (Letras Neolatinas, Francês)
  8. Pierre Guisan (Letras Neolatinas, Francês)
  9. Tatiana Ribeiro (Letras Clássicas, Grego)
  10.  Roberto Ferreira da Rocha (Anglo-Germânicas, Inglês)
  11. Vitor Alevato do Amaral (Linguística Aplicada e SCRI/UFRJ, Inglês)
e Marcelo Jacques (Letras Neolatinas, Francês), Honoris causa !

Uma proposta para o Blog

Uma proposta para o Blog: 

por agora esse Blog deverá ficar como meio de comunicão entre os pesquisadores que pertencem ao Nieta. 
Uma proposta é a de publicar um texto para cada pesquisador que seja representativo do trabalho que está sendo desenvolvido.


O nome Babel, que na Bíblia é associado à confusão, na etimologia mesopotâmica remete a "Portal de Deus". Exemplo que na tradução há muitos equívocos possíveis.

Segundo a Enciclopedia Britannica Nimrod.http://www.1911encyclopedia.org/Babel
BABEL, the native name of the city called Babylon by the Greeks, the modern Hillah. It means "gate of the god," not"gate of the gods," corresponding to the AssyrianBab-ili. According to Gen. xi. 1-9 (J), mankind, after the deluge, travelled from the mountain of the East, where the ark had rested, and settled in Shinar. Here they attempted to build a city and a tower whose top might reach unto heaven, but were miraculously prevented by their language being confounded. In this way the diversity of human speech and the dispersion of mankind were accounted for; and in Gen. xi. 9 (J) an etymology was found for the name of Babylon in the Hebrew verb Mal," to confuse or confound," Babel being regarded as a contraction of Balbel. In Gen. x. 10 it is said to have formed part of the kingdom of Nimrod.








Benvindos ao Blog do Nieta reunião do dia 6 de maio


Um caminho de reflexão, tradução, adaptação...


Essa é a ata da I reunião sobre a criação de um grupo de estudos sobre tradução na Faculdade de Letras da UFRJ, realizada no dia 6 de maio de 2013, na sala F-223, baseada no documento preliminar enviado para um número de convidados propositalmente limitado, a fim de garantir a viabilidade da iniciativa.

Participaram da reunião:
  1. Andrea Lombardi (Letras Neolatinas, Italiano)
  2. Diego Leite De Oliveira (Orientais, Russo)
  3. Leticia Rebollo (Letras Neolatinas, Espanhol)
  4. Luiz Montez (Anglo-Germânicas, Alemão)
  5. Marcia Pietrolongo (Letras Neolatinas, Francês)
  6. Pierre Guisan (Letras Neolatinas, Francês)
  7. Tatiana Ribeiro (Letras Clássicas, Grego)
  8. Vitor Alevato do Amaral (Linguística Aplicada e SCRI/UFRJ, Inglês)

Colegas ausentes, que mandaram mensagem de apoio: Roberto Ferreira da Rocha (Anglo-Germânicas, Inglês), Henrique Cairus (Letras Clássicas, Grego), Álvaro Bragança (Anglo-Germânicas, Alemão) e Marcelo Jacques (Letras Neolatinas, Francês), este último declarou-se disposto a participar na fase de realizações do grupo.

Foi decidida uma próxima reunião para o dia 27 de maio, às 14 horas.

O clima da reunião foi bom e produtivo. Decidiu-se adotar para o grupo a sigla NIETA (Núcleo Interdisciplinar de Estudos de Tradução e Adaptação), que deverá funcionar, por um lado, como um centro de iniciativas e eventos (à maneira de um centro cultural) e, por outro, como um Centro de Pesquisa registrado no CNPq. Foi afirmado que esse Núcleo deve estar aberto a idéias diferentes e deve representar um espaço para produzir material.

A primeira iniciativa a ser organizada será em setembro, em concomitância com o Congresso Internacional da Faculdade de Letras - CIFALE, com a vinda de um grupo de pesquisadores de tradução da Queen’s University Belfast. A forma do encontro deverá ainda ser estudada.

Por representarem desafio excessivo, algumas sugestões deverão ainda ser aprofundadas, tais como:
- criar um Centro de prestação de serviço de tradução, nos moldes do que existe na UERJ;
- assumir um projeto para implantação de um curso de graduação em tradução;
- pedir um apoio de agências de fomento (pelo menos não no primeiro momento, mas assim que alguma atividade já tiver sido realizada).

Para a vida futura do NIETA, será preciso verificar a possibilidade de receber da Faculdade de Letras um lugar para reuniões e atividade e limitar as adesões (talvez com uma forma de aprovação prévia do grupo fundador ou da Coordenação), sempre para manter o caráter operativo do Núcleo. A princípio, foi excluída a obrigatoriedade de que os professores e pesquisadores membros sejam “especialistas” em tradução, seguindo a lógica do bom senso, já que a) a tradução envolve muitas áreas diferentes (línguas em contato, filosofia da linguagem, antropologia, teoria  da tradução) e b) o Centro propõe-se como centro interdisciplinar (podendo convidar pessoas de fora do campo das Letras) e, portanto, seria limitador convidar somente especialistas.

Mesmo assim, foi feita a proposta (Andrea e outros) de estudar iniciativas, nos moldes de alguns eventos realizados com sucesso, congregando pessoas de dentro da Faculdade e de fora delas (foi cogitado o nome de Paulo Henriques Brito, entre outros). A exigência de visibilidade possível (Márcia) foi colocada como um dos propósitos das nossas atividades, que foram definidos de um máximo de 1 por mês (Márcia) a 4 por ano (Andrea, Letícia).

Os eventos do grupo poderão ter diferentes formatos, como palestras e debates, procurando envolver os membros do grupo sem privilegiar o que “vem de fora”.

Há uma possibilidade de utilizar a revista Letra para um número especial sobre tradução. Foram analisadas rapidamente a experiência de uma iniciativa de um curso permanente sobre tradução (Márcia), um evento de janeiro com a participação de uma professora da USP e uma de Belo Horizonte (Andrea), uma experiência de um projeto Letrix na Alemanha (Luiz).

O Vitor ofereceu-se para auxiliar na Secretaria do NIETA (o nome foi originalmente proposto por ele e o Roberto) e eu estou Coordenando provisoriamente o grupo, no aguardo de uma formalização melhor.