Uma língua de deus ou um deus da língua
Resumo:
A “língua cuja verdade referir-se-ia apenas a ela mesma”, que Derrida postula em seu Des tours de Babel (Torre de Babel), não pode, a rigor, ser a “língua sagrada”, que ele toma emprestada a Walter Benjamin, interpretação ligada àquele nome de Deus, que o autor francês cita na tradução platonizante da tradução dos Setenta, um nome tachado no mesmo texto de “impronunciável” e que, enquanto “nome próprio permanece(-ria) sempre intraduzível”. Nem pode a língua sagrada, a rigor, referir-se ao mito ou à narrativa de Babel, pois o episódio de Babel e o Tetragrama pertencem ambos à tradição javista, anterior à revolução eloísta, essa última responsável pelo aparecimento do “Homem Moisés” (a definição é de S. Freud), por sua vez inscindível do mito da origem da escrita alfabética em nossa tradição (através da tradição judaica, definitivamente incorporada na tradição ocidental, como uma das duas vertentes junto à grega ou greco-cristã).
Palavras-chave: Babel, tradução, Jacques Derrida, nome de deus
Resgatar na sua própria língua
essa linguagem pura
exilada na língua estrangeira
Jacques Derrida
Torres de Babel
O artigo poderá ser lido na íntegra no seguinte link:
Escrito como
contribuição para o simpósio Escrita de Babel (Abralic/ 2008), esse texto foi
submetido aprogressivos e decisivos cortes,
em relação à sua redação original. No simpósio, apresentei somente umaversão
resumida oral. O objetivo original era realizar uma releitura do texto As
Torres de Babel,de J. Derri-da.
Nessa versão, porém, concentro a argumentação unicamente sobre o conceito de
deus e seu nome, paraexemplificar um problema preliminar ligado ao tema
da leitura e da hermenêutica, um procedimento quegostaria de definir
ética da leitura
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